Desvendando a Trilogia dos Príncipes




Resenha da primeira série de livros de Elizabeth Hoyt




Publicados entre os anos de 2006 e 2007, da escritora Nancy M. Finney sob o pseudônimo de Elizabeth Hoyt, a Trilogia dos Príncipes é composta por três livros de romances históricos que se passam no período Regencial: Príncipe Corvo, Príncipe Leopardo e Príncipe Serpente. A autora traz um diferencial, sempre muito bem vindo ao gênero: a mistura das fábulas dos príncipes que intitulam as obras na trama.


Príncipe Corvo

Anna Wren é uma viúva endividada que precisa de um emprego, felizmente o Conde Swartinham, a autoridade da região, necessita de um novo secretário, já que o último saiu correndo devido ao temperamento forte. O que ele não contava era que Anna seria sua nova secretária e que era tão bonita que ameaçava a tirar o autocontrole do conde toda vez que se encontravam.

Anna também percebe a química entre os dois e, certo dia, descobre que seu patrão frequenta um bordel chamado o Grotto de Aphrodite, no qual qualquer mulher pode ir até lá para novas experiências sem que sua identidade seja revelada. Depois do choque inicial, Anna decide explorar a sua sexualidade para se encontrar com o conde no Grotto de Aphrodite.


Príncipe Leopardo

Lady Georgina pôde concretizar a sua independência ao receber a propriedade de sua tia como herança. Sem precisar de um pai, irmão ou um marido, ela administra seus bens junto do administrador Harry Pye, o que os faz se aproximarem cada vez mais. Mesmo com Harry sendo acusado de envenenar as ovelhas da região por um inimigo, Georgina insiste em ficar ao seu lado e faz de tudo para provar a sua inocência.



Príncipe Serpente

Lucy Craddock-Hayes é uma moça que vive uma vida tranquila no interior da Inglaterra. No entanto, toda essa calmaria vai embora quando ela encontra um homem nu e quase morto em uma vala. Ela leva o moribundo para tratar de seus ferimentos em casa. É lá que descobre que o homem é o Visconde Iddesleigh, que quase foi morto por seus inimigos para evitar que ele termine de vingar a sua família.


O conceito das fábulas é muito bem usado, principalmente porque elas vão se relacionando com a história principal, trazendo uma interpretação mais completa acerca das ações, sentimentos e pensamentos dos personagens principais.

Em todos os livros, há elementos de mistério e investigação, com isso eles ficam ricos por se ter mais arcos e podem prender mais o leitor. Os capítulos trabalham bem com esses elementos, instigando cada vez mais a leitura.

O narrador onisciente mostra todos os lados da história, isso pode ser um erro em alguma situações, pois esse recurso pode revelar algo que seria mais interessante ser mostrado no final, ao invés de criar expectativa. Mas nesse caso a experiência não é afetada.

Outro ponto forte da série é a forma madura que aborda os assuntos, detalhando desde os assuntos mais sórdidos aos mais sensuais, trazendo tramas com problemáticas críveis e interessantes.

As personagens femininas principais dos dois primeiros livros encantam ao leitor com seus modos agir nada convencionais e ousados para uma mulher do século XIX, mas muito relacionado como nós nos comportamos hoje, gerando algo que é muito importante quando se trabalha com público: a identificação. Assim, cria-se um vínculo com o personagem,com mais propensão a gostar dele.

O primeiro livro relaciona o sentimento de não se sentir digno de amor com a aparência desfigurada, o que pode levar o leitor às lágrimas. Também aborda desinibidamente, a partir da protagonista, o descobrimento da própria sexualidade e liberdade sexual feminina.

No segundo o que chama atenção é a independência da personagem principal, juntamente com o romance proibido e um suspense envolvente. Sendo assim, os dois primeiros possuem boas premissas e desenvolvimentos das histórias e personagens.



Agora, o terceiro livro tem uma trama de mistério interessante, o romance começa instigante, mas depois do meio a justificativa para o embate é um pouco fraca, é crível, mas fraca em comparação aos outros. Essa impressão é provavelmente pela justificativa e embates partirem muito mais dos ideais dos personagens do que por ações externas. Ainda assim, é bom livro e entretém tanto quanto os outros.



NOTA 
                         

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