Angústia e aflição: Os sentimentos que envolvem O Conto da Aia




    O mundo criado por Margaret Atwood para hospedar sua distopia chama-se República de Gilead. Um lugar onde antes se vivia como em nosso mundo e, do dia para a noite, as mulheres foram tiradas de seus empregos, tiveram suas contas bancárias bloqueadas e, de repente, foram arrancadas de suas vidas.
    Mulheres agora são divididas em funções. As Esposas são apenas esposas, as Aias são as que geram filhos para os comandantes e suas esposas, as Marthas cuidam da casa, as Tias são as mulheres que ensinam as Aias sobre quem são e o que devem fazer. Por fim, as Não Mulheres são aquelas que não podem engravidar homossexuais, viúvas, adúlteras e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é fatal.
    O mundo é coordenado pelos homens de elite e as mulheres estão à sua volta para servir-lhe. Seja como empregada, esposa ou útero. Os comandantes escolhem suas esposas ainda muito jovens e então são “contemplados” com uma Aia, a mulher que irá gerar o filho do casal. Quando seu serviço é concluído, essa mulher passa para outra casa, para gerar o filho do próximo casal.
    Os homens que não fazem parte das classes sociais mais altas são destinados ao exército ou aos trabalhos braçais e de serviço, como ser motorista das famílias.
    Explicado o básico sobre a sociedade criada por Atwood, podemos começar a contar sobre a história em si. Offred é uma Aia e narra nas mais de 350 páginas como é sua vida, intercalando com flashes de sua vida anterior. Offred era uma mulher independente, casada e com uma linda filha de apenas cinco anos, quando toda a sua vida foi confiscada pelo governo. Sua filha foi arrancada de seus braços durante uma tentativa de fuga e seu marido preso pelo exército.
    Durante todo o livro, a angústia e aflição pelas cenas descritas podem causar duas reações: ou você lerá o livro de uma única vez e não parará até chegar ao fim, ou será uma leitura lenta e difícil de digerir.
    A minha leitura foi bastante arrastada e lenta. As cenas de agressão, submissão e que continham descrições dos sentimentos foram as mais difíceis. Porém, é um bom livro para tapas na cara e reflexões complexas sobre o mundo, patriarcado, fragilidade da democracia entre outros grandes problemas.



NOTA  





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